Força Tarefa Previncêndio se organiza para início dos trabalhos em 2019

Foto: Lucas Nicácio

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Membros da Força Tarefa Previncêndio se reunirão, mensalmente, para alinhamento das ações

 

A Força Tarefa Previncêndio (FTP) realizou no dia 09 de julho, na Cidade Administrativa, a 1ª Reunião Ordinária de sua Coordenação Geral. O encontro teve como objetivo apresentar estratégias e alinhar as ações das entidades que compõem a Força Tarefa. A reunião oficializou o início do período mais propenso a incêndios florestais, que vai de julho a novembro.

 

O trabalho de prevenção e combate aos incêndios florestais nas unidades de conservação estaduais é desenvolvido pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), e conta também com a participação de outros órgãos como a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Civil,Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio).

 

O diretor-geral do IEF, Antônio Malard, ressaltou na primeira reunião a importância de se concentrar esforços na tentativa de amenizar os impactos do período de estiagem em todo o estado. “O trabalho de cooperação entre as entidades é fundamental para enfrentarmos o momento de estiagem, período onde ocorrem a maioria dos incêndios florestais. Pensando nisso, a contribuição de todos significa muito, para tornar esse período o mais ameno possível”, frisou.

 

O coordenador operacional da FTP, Rodrigo Belo, comentou sobre as regiões mais afetadas por incêndios florestais. “Alguns fatores influenciam bastante na ocorrência de incêndios, e até mesmo no combate. A região norte, por exemplo, possui um clima muito seco, temperaturas altas, e uma vegetação mais suscetível ao fogo. Já ao Sul do estado e na região metropolitana, encontramos unidades muito fragmentadas, e que demandam muita atenção. A região do Alto-Jequitinhonha, possui uma topografia muito acidentada, o que dificulta o combate”, disse.

 

Com relação aos recursos para combate aos incêndios, Rodrigo Belo disse que foram adquiridos 92 roçadeiras; 30 sopradores costais, totalizando 150, além da contratação de 278 brigadistas para atender as UCs. O IEF realizada, também, diversas ações locais e também regionais. Dentre elas merecem destaque a análise anual dos Planos Integrados de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais de cada uma das unidades de conservação estaduais, contratação de aviões, convênio com a PMMG para uso das aeronaves do próprio Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) e também da PMMG em combates e ações preventivas, além da aquisição de equipamentos de proteção individual e de combate a incêndios e diversas outras atividades voltadas a prevenir e combater os incêndios florestais em unidades de conservação estaduais.

 

Rodrigo destacou também a expectativa sobre a proposta de promulgação do Decreto de Uso do Fogo nas unidades de conservação, para fins de combate e prevenção de incêndios florestais.

“Acredito que, terminando essa temporada, já possamos fazer a experiência de manejo do fogo, para que, a médio e longo prazo, tenhamos bons frutos e uma redução significativa dos incidentes”, disse.

 

Força Tarefa Previncêndio

 

O Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, Força Tarefa Previncêndio (FTP), criado por meio do Decreto nº 44.043, de 09 de junho e 2005, posteriormente reeditado pelo Decreto Estadual nº 45.960, de 02 de maio de 2012, tem como finalidade desenvolver as atividades de prevenção e combate a incêndios florestais nas unidades de conservação do Estado, nas áreas de relevante interesse ecológico e em áreas florestais que coloquem em risco a segurança das pessoas, do patrimônio e do meio ambiente.

 

Desde sua criação, a FTP trabalha de forma inovadora e busca novas tecnologias e parecerias, além de ampliar a capacidade de respostas, por meio da contratação anual de brigadistas temporários para as unidades de conservação estaduais de Minas Gerais e para as unidades operacionais.

 

A força tarefa realizará encontros mensalmente, durante todo o período crítico, afim de apresentar o acompanhamento das ações.

 

Lucas Nicácio
Ascom/Sisema