IEF apóia Projeto Cidadania Ribeirinha
No dia 23 de março, o município de Januária recebeu a equipe do projeto Cidadania Ribeirinha. A visita deu início ao trabalho de campo da segunda edição do Programa Cidadania Ribeirinha, que, dessa vez, irá contemplar seis comunidades rurais dos municípios de Januária e São Francisco. Os analistas ambientais do Escritório Regional do alto Médio São Francisco do IEF acompanharam a equipe do Projeto no reconhecimento das comunidades que serão beneficiadas.
O Cidadania Ribeirinha é um projeto da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e tem como objetivo promover a revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a redução da pobreza e da desigualdade nas comunidades ribeirinhas e a proteção do patrimônio cultural do São Francisco. O IEF é um dos principais parceiros da iniciativa.
O projeto contempla comunidades que vivem às margens do Rio São Francisco ou de seus afluentes. O trabalho é focado em municípios pertencentes à Bacia do São Francisco que apresentam baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Na primeira edição do projeto, os municípios beneficiados foram Itacarambi, Manga, Matias Cardoso e Pedras de Maria da Cruz.
Um dos carros-chefes do projeto é o Curso de Formação de Agentes Populares de Educação Ambiental. Essa atividade será destinada a 12 turmas, composta por 25 alunos cada uma, que resultará no envolvimento de 300 agricultores familiares das comunidades contempladas.
De acordo com Mário Lúcio dos Santos, chefe do Escritório Regional do IEF do Alto Médio São Francisco, os técnicos do IEF irão atuar na capacitação, principalmente nas questões relacionadas à legislação ambiental, manejo e agricultura familiar. “O nosso principal objetivo é capacitar os agricultores da região para que eles possam desenvolver suas atividades de forma sustentável”, explica.
Ainda segundo Mário Lúcio, as comunidades contempladas estão dentro ou próximas à unidades de conservação estadual e federal. “O envolvimento da comunidade e o conhecimento da legislação ambiental é fundamental para que a população possa contribuir de maneira efetiva na preservação das bacias e veredas”, afirma.
Resgatar as práticas de conservação e de agricultura abandonadas diante das novas tecnologias modernas é outro ponto que o IEF irá trabalhar com os alunos. “A partir do momento em que trazemos de volta essas práticas tradicionais de cultivo e preservação, resgatamos também a cultura e a tradição de uma comunidade”, destaca Mário Lúcio.
Esta edição do projeto será realizada em dois anos e conta com recursos da ordem de R$ 744 mil reais do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA). O projeto foi um dos 19 selecionados entre 240 inscritos em todo o País, num edital de financiamento aberto pelo FNMA em 2013. Além da verba do Ministério do Meio Ambiente foi alocada uma contrapartida de R$ 185 mil da ALMG. As aulas e oficinas terão início no dia 3 de agosto de 2015.